"Adquirido pelas Companhias Reunidas de Gás e
Electricidade vai passar a circular em Lisboa o primeiro automóvel eléctrico
que aguarda apenas a necessária autorização da Comissão Técnica de
Automobilismo." Era assim que o jornal "Diário
de Notícias"
noticiava, na sua edição de 4 de março de 1976, a chegada a Portugal do Enfield
8000, num artigo intitulado "Automóvel eléctrico: 25 centavos de
manutenção por quilómetro".
Fabricado na Grâ-Bretanha, em novembro de 1975, o carro foi adquirido pela empresa constituída em 1891 com a finalidade de produzir e distribuir gás e electricidade à cidade de Lisboa, proprietária da Central Tejo.
O modelo Enfield 8000 foi construído pela Enfield Automotive of London, entre 1973 e 1976, e desenhado para ser um pequeno veículo de cidade, de dois lugares. Atingia a velocidade máxima de 64 km/hora e tinha uma autonomia de 39 a 90 km, em função da carga e do tipo de condução.
Um veículo alternativo, alimentado a energia eléctrica, que nasceu em plena Crise do Petróleo. Sete baterias de 12v (84v) alimentavam o sistema de tracção e um conversor 80v DC-12v DC alimentava os acessórios e o sistema de climatização. O Enfield 8000 apresentava um consumo médio de 300 a 400 Wh/km Das fábricas da Enfield saíram 120 viaturas, uma das quais aquela que foi adquirida pela empresa portuguesa e que integra atualmente as reservas do Museu da Eletricidade. O carro elétrico está agora exposto ao público.

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